o terror da salinha

salinha

depois das mais de 36 horas de voo e do quase alívio em estar em terras firmas, faltava o teste final: a imigração.

Eu sei, como diriam meus amigos do honeytour (alias segue lá J), que o passaporte brasileiro é aceito em 128 países, mas naquela hora, no cara a cara com a imigração, pelo menos para mim, nada disso importa. Eles fazem cara feia e eu particularmente sinto que é quase como se fosse um crime ser brasileiro.

Me vinha na cabeça aquelas intermináveis horas de salinha nos EUA, que mereciam um capítulo a parte da minha história, se não fosse o pequeno e simples fato de que eu gostaria de apagar isso dos meus dias de sonho da Califa. Em um breve resumo: na minha última viagem, com visto de turismo para os EUA, fui parada na minha conexão em Miami, sem qualquer motivo aparente, roleta russa? Não sei. Sei que foram essas horas, mais precisamente cinco horas e meia, que quase me fizeram desistir do “calidream” e eram elas que me vinham na cabeça, prestes a passar na imigração Australiana.

Passaporte carimbado. Ufa! Uma etapa a menos pensei eu, agora é só curtir. Peguei minhas malas que mal conseguia carregar. Duas malas para uma pessoa do meu tamanho de fato não é algo simples e fui em direção a alfândega. Já tinha ouvido histórias bizarras de lá, mas sinceramente não era essa hora que me preocupava. Como de costume, perguntei se estava no lugar certo, ainda tinha mais um check-in a fazer e morro de medo de sair ou de estar em uma fila errada e pronto, batata. (me questiono se deveria parar de perguntar, tenho a sensação que é isso que me leva nesses lugares inusitados, para não dizer outra coisa. Por esse fila moça…e lá vamos nós.

A mocinha que havia me abordado logo na entrada, (a que perguntei da fila, lembram? ), ela me pediu que colocasse a mala sobre a mesa e destravasse o cadeado e na minha cabeça só vinha: “Lá vamos nós outra vez.” Assim que abriu a mala, logo em cima, um bilhete da minha mãe. Ah eu já estou com saudades dela, admito, talvez seja pela insistência dela em se fazer presente o tempo todo, ou simplesmente, pq de fato ela é uma das poucas coisas que fazem sentido para mim…e bingo chororo na certa. A moça, meio sem graça, pediu desculpas por já me mostrar o bilhete antes da minha chegada, fechou a mala sem ao menos checar o conteúdo e conversamos um pouco sobre a minha mãe, minha estadia aqui, sobre o meu mini tamanho, você calça 33 34? Nossa, meu filho de sete anos calça isso, disse ela, já com um sorriso. Pegou a minha mala, colocou de volta no carrinho e me desejou boa viagem…meu coração encheu de amor. Os australianos não são uns fofos? ❤ Confesso. Estou apaixonada.

WELCOME TO AUSTRALIA!

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