A Teoria do Caos

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Uma noite dessas, nem há tão pouco tempo assim, conversei com um amigo sobre como um dia, uma palavra ou um gesto tão pequenininho pode mudar o rumo de uma vida toda.

De lá para cá, tendo me atentar aos detalhes, ver em qual ponto e porque de repente as coisas foram tomando aquele rumo.

A gente esta lá, sentado na sala vendo TV, quando de repente descobre que não era aquilo, que aquela ordem toda não fazia sentido. No fundo, no fundo mesmo, eu acho que cheguei num ponto que eu deixo a corrente levar e quando eu vi, pronto já foi.

Encontre alguém que não deixe a corrente te levar. É isso.

Não, eu não estou falando de amor, para ser sincera, eu nem sei bem mais se consigo ver isso em mim. Estou falando de pessoas, que de uma forma ou de outra “não deixam o barco afundar”.

E nesse quesito, poxa vida, eu tenho a sorte grande.

Perdi a conta de quantas noites de sono eu perdi com medo de estar sozinha, mas para ser bem sincera, eu não tenho do que reclamar.

Ainda que tenha me convencido de que toda minha viagem para cá tenha sido programada nos mínimos detalhes. Eu, mas do que ninguém, sei que esperava mais.

Chegar aqui foi assustador e não é isso que as pessoas esperam que eu diga.

Engraçado isso, todo mundo esperava que você responda o que querem ouvir e eu acabo sempre me perguntando porque, já sabendo o que querem ouvir, elas continuam perguntando.

Ai esse mundo ovo me trouxe para casa fora de casa. Acredite ou não, é assim que eu me sinto aqui.

É como se eu tivesse um pedaço da minha família aqui, do outro lado do mundo. Obrigada.

Essas pessoas, fazem com que eu pare por um minuto e pense que poxa, ainda existe amor.

Pessoas que constroem famílias que ultrapassam barreiras, oceanos.

Pessoas que deixam de lado uma vida toda certinha, para estar junto, para estar com alguém.

Pessoas que ainda acreditam no amor, na cumplicidade, na reciprocidade.

Ai a gente sente vergonha de ficar triste, sente vergonha de duvidar do amor.

Levanta a cabeça, cria coragem, segura onda e bola para frente. A gente muda.

Amanhã eu vou sair de casa, amanhã vou ter um lugar meu.

A gente vive mudando, mas parte da gente sempre fica e parte deles sempre vai.

E a partir desse ponto, as coisas nunca mais voltam a ser como eram antes.

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