Viajar me lembra viagens…Amsterdã by night

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Já eram quase sete da noite quando cheguei a Amsterdã e confesso, ainda que todo cronograma já estivesse prontinho eu ainda não estava certa se deveria sair de casa, ou melhor, do hotel. A essa altura a maioria dos meus amigos deveria estar se perguntando, mas como assim? Você esta Amsterdã. Como alguém pode ter dúvidas sobre se quer ou não sair? Isso parece tão claro.

Não para mim. Amsterdã nunca foi meu destino dos sonhos e estar lá sem meus amigos definitivamente não estava nos meus planos. Decidi ir pro quarto. Isso. Era a melhor decisão afinal, peguei o telefone para ligar para minha vó, o programa da noite incluía um teatro com uma peça pornô (isso mesmo) e ela jamais aprovaria algo desse tipo e de certa forma, decidiria por mim. Milagrosamente, com menos de dois toques ela atendeu.

– Vó? Tudo bem? Acabamos de chegar em Amsterdã e o pessoal esta indo para o teatro (apenas para pontuar: estava em uma excursão chamada Contiki na qual eu era a única brasileira no meio de alguns americanos, canadenses e uma maioria esmagadora de Australianos, que me faziam duvidar se eu de fato era capaz de entender o inglês, ninguém pode dizer que eu não sabia como seria o sotaque deles ao decidir vir p ca, ainda assim eu vim.)

– Que bom Gabriela, bom teatro.

– Mas vó, a peça é pornô.

– Gabriela (disse ela já em tom mais sério) se não for em nada desse diferente, não poderá dizer o que acha e nem ao menos que esteve ai. Quando fui com seu avô fiquei horrorizada com as mulheres na rua (falando ela  sobre as prostitutas que se expõem quase como uma vitrine de roupas) e com as cenas de sexo explicito, mas ao menos, posso dizer que sei do que se trata e que não gosto. Vá já se trocar e vá com eles.

Ainda em silêncio e em choque com a resposta dela, comecei a me arrumar, quase sem argumentos.

Eu definitivamente não gostei da peça e ainda me pergunto como aquela mulher conseguiu colocar uma bandeira daquele tamanho bem, vocês sabem onde… mas com certeza minha avó estava certa. Eu não teria compreendido nem metade da cidade sem estar presente lá.

A noite em Amsterdã vai além dos coffee shops e das tradicionais lojinhas.

Cheguei na cidade a noite, com as luzes, as festas, com a sensação de liberdade que estar lá te traz. Fui dormir e acordei em outra cidade, se permita conhecer todos os cantos e mistérios de cada uma delas, ao menos era totalmente diferente do que eu esperava depois daquela noite.

Essa outra “cidade”, ah vó, essa deixa para a próxima carta.

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