The best meal that I´ve ever had

 

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Hoje o almoço teve um gostinho diferente. Fomos convidados a provar comida feita do que seria desperdiçado, ou seja, do que seria “jogado fora”, tenho que dizer, com toda certeza do mundo, que foi de longe a minha melhor refeição aqui na Aus, não só pelo sabor, que estava uma delícia, mas pela conscientização envolvida no projeto.

Minha refeição tinha provavelmente mais nutrientes do que a maioria consome no dia-a-dia e ainda um sutíl tapa na cara da sociedade que insiste em não ver o óbvio.
A cada 5 sacolas de alimentos comprados no mercado uma INTEIRINHA vai para o lixo.

Think. Eat. Save. PLEASE, save 💛

Daquelas ideias que enchem o coração de esperança e a cabeça de ideias.

Eu fico por aqui, com a lembrança de um prato quentinho de legumes bem temperados, um suquinho natural batido na hora e um bolinho de banana com canela.

PLEASE, again, Think before you throw.

POR FAVOR, mais uma vez, pense antes de jogar qualquer coisa fora.

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Hoje pensei em algo diferente, eu sei, eu sei, eu normalmente venho aqui para te falar de mim, sabe que na verdade, isso me deixa até bem aliviada na maioria das vezes. Bom, enfim, hoje não, vim falar de flores, como a senhora me diz. – só coisas boas-

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Pela manhã do dia 17 de julho, aqui da Austrália, quando vocês, ai no Brasil ainda começavam a noite de sábado, aconteceu a Collor Run aqui na Gold e partindo da ideia de que tenho que me manter  “saindo da caixa” não tinha como ficar de fora dessa também.

Confesso que não foi esforço nenhum, pensando em estilo de vida, é realmente uma coisa que adoro fazer, mas essa corrida é diferente.

Por quê?

Ao contrário das tradicionais corridas ela visa atingir toda família, você vê desde criancinhas até idosos, que por sinal são muito mais ativos aqui na Austrália do que costumo ver no Brasil. A ideia muito mais do que competir é se divertir, durante o trajeto você passa por diferentes Color Zones, o que lhe permite chegar no fim da corrida com todas as cores possíveis.

A corrida teve origem nos EUA e hoje já chega a mais de 40 cidades.

Além de incentivar hábitos saudáveis de uma forma divertida, parte do valor da corrida é revertida para instituições locais.

Em São Paulo a corrida acontece em agosto no Ibira.

Vale para quem de fato for e se entregar na brincadeira.

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Por hoje é só vó, cheia de cores e boas energias.

Collors bring Good Vibes

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Voz é abraço porque também esquenta o coração

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Talvez eu estivesse errada, como em tantas outras vezes

Evitar a sua voz estava sendo uma espécie de sabotagem, isso sim. Era como acreditar que o sol não faria diferença nos meus dias.Ou como pensar que, dramaticamente, nada mais daria certo. Essa coisa de generalizar nunca da certo, eu deveria ter desconfiado disso, como não. Não sei te dizer a ordem com que as coisas aconteceram, sei apenas que hoje foi um dia de muito sol, muitos risos e muito muito da sua voz no meu coração. Ouvir as histórias de amizades antigas foi bom também, o seu tom de voz estava intenso, incisivo e feliz como há muito não ouvia.

Consegui visualizar em pensamento cada palavra e sentir contigo a felicidade de encontrar, reencontrar um grande amigo. Pensei em que sorte ela tem, de receber um abraço apertado e cheio de tanto amor da senhora. Me deu uma invejinha boa dela, mais do isso, senti amor por ela, amor gratuito, pode? E vou dormir com sua voz hoje, com o desejo de um dia feliz e a certeza de que eu não preciso de mais nada, de que não precisamos, precisamos apenas uns dos outros.

Te amo 💙

Um desabafo de um estudante bipolar

Um desabafo de um estudante bipolar – calma- não estamos falando no sentido literal da frase. RESPIREM, por favor, respirem.

Eu gostaria de te ligar mais, mas o som da tua voz faz com que as coisas sejam ainda mais difíceis por aqui.

Queria te dizer que esta tudo bem e que minha vida esta como sempre sonhei, mas se eu for bem sincera, não é assim que me sinto.

Fico assustada com o ser humano, ver de perto o quanto ele é impiedoso me assusta sabe? Se dar bem é sim um sinal de ambição, mas não quando para isso você precisa atropelar o sonho dos outros. Não foi assim que a senhora me ensinou.

Não tenho muito do que reclamar, ainda que constantemente me pegue murmurando por aqui ou por ali.

Estou do outro lado do mundo vivendo o sonho de muita gente, eu sei, e mesmo que não soubesse ninguém me deixaria esquecer, não aqui.

Acordo as vezes como se estivesse em casa, já sei como lidar como meu dia – a –dia  e graças a Deus comecei a me adaptar as comidas, ainda que grande parcela disso seja porque faço comida aqui em casa. Estou ficando craque nisso, acho que a senhora ficaria bem orgulhosa.

Ando me sentindo meio dona de casa, meio indepentende, meio assustada.

Fico emocionada com mensagens de madrugada, com histórias baseadas em fatos reais, fico emocionada com a vida.

Me assusto como as pessoas se importam tão pouco e vivem tão pouco, tento olhar isso e trabalhar em como seguir em frente.

Eu queria ir embora, queria.

Mas eu não queria desistir de mim.

A questão nem é mais o dinheiro, nem a distância, a questão é me entender, me conhecer e com isso conseguir ser melhor.

Sinto falta de ir ao cinema e de poder pegar o carro para dar uma volta.

Parar a tarde na casa da vó e tomar um café quentinho tentando explicar para ela o que é freela e por que isso anda sendo tão comum, p ser sincera, acho que a senhora ainda não sabe, mas concorda para me fazer feliz.

Para minha surpresa, sinto falta de voltar para casa, qnd já esta no fim do horário da escola. Amo meu professor, preciso de um dia, um tópico a parte só para ele, nossa como ele me faz feliz.

Me contradizo quando acordo pensando em ir embora, reflito e ainda quero tanto para viver. Nem sei se você acredita em Deus, quer dizer, falei isso num geral, a senhora acredita. Ele me disse que vai passar, que vai ficar tudo bem. Respiro, rezo e acredito que vai passar, vou melhorar, acredito que preciso passar por isso.

Desabafo de uma brasileira, tentando acreditar em sonhos, aqui, do outro lado do mundo.

Que eu ainda mude muito de opinião, pq é isso afinal que nos faz vivos.

London sweet Sydney

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A primeira impressão pode nem sempre ser a que fica, pode ser, mas não tive tanto tempo assim para mudar de opinião. Então na minha memória Sydney ainda terá um tantinho de Londres.

No último fim de semana, tive daqueles rompantes, que a senhora sabe bem como são e resolvi mudar de ares e dar uma voltinha por Sydney. Afinal, como  eu mesma disse há uns dias para um amigo: longe é o Brasil, Sydney é logo ali.

Além disso, havia me prometido que me daria a chance de aproveitar ao máximo tudo isso aqui, tanto quanto a viagens quanto a novas experiências e como todo mundo enfatiza, o tempo corre e logo já se passarão todos os meses e já será hora de voltar. Sabe. As vezes, penso eu, tomara mesmo.

Enfim, pelo pouco tempo que tinha por lá não tinha como não fugir do tradicional Ópera House, Habour Bridge, Hyde Park, Botanic Park, Manly e um tiquinho de Coogee Beach.

Sydney é incrível, mesmo, mas me trouxe algumas – várias – lembranças de Londres, até os nomes de vários lugares, eu sei que foram colonizados por Britânicos, mais calma lá né.

De lá trouxe a lembrança de cenários incríveis, de que ainda tenho muito mais para conhecer e  a certeza de que escolhi o lugar certo quando vim para Gold. Não me entenda mal, claro que Sydney tem seu charme, mas como dizem, viajar é bom, mas voltar para casa é ainda melhor, se sentir em casa então, poxa…nem se fala.

 

[Aceito sugestões de lugares não tão turísticos e tradicionais, afinal, nunca se sabe né vó?]

Quando a gente encontra com a gente no passado

 

Quando a gente viaja é assim, é diversidade e algumas vezes, tantas vezes, alguns são tão a gente, sabe?

Queria cuidar de vocês e impedir que cometessem os mesmos erros que eu,

Queria que não sentissem as mesmas dores e que entendessem que essas dores, passam.

As experiências, essas sim valem a pena, e o que afinal é melhor deixar para lá.

Queria que doesse menos em vocês, como doeu em mim – como as vzs ainda dói.

Mas ai, me pergunto se afinal existe crescimento sem dor.

As vezes, muitas vezes, apenas as palavras não bastam. São as cicatrizes infelizmente que nos fazem mais fortes.

Não deixe que elas os deixem amargos.

Não deixe que façam com que desacreditem.

Que elas sejam apenas para que sejam mais fortes e melhores.

Amém.