A viagem

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Era tarde de sábado, eu partia para a viagem que seria a viagem dos meus sonhos, mas a gente nunca sabe o que pode acontecer não é mesmo.

Esperava ansiosa na esteira enquanto olhava curiosa para cada detalhe do aeroporto e das conversas, que muitas vezes, quando rápidas demais me fugiam do controle. Esperei, as malas não vieram.

Não era marinheira de primeira viagem, mas chegar em países estranhos, sem mala é sempre algo que desanima. Fui solicitar a bagagem, chegaria no próximo voo, sentei, esperei, esperei, esperei e depois de algumas horas vo-a-lá, o sentimento de rever sua mala é algo indescritível, confesso.

Sai do aeroporto, solicitei o uber, parei para comer algo antes de pegar o trem, o cartão bloqueou. Sem o cartão basicamente eu não tinha como solicitar outro uber, então, sentei na malinha e esperei por algum táxi, que nunca veio.

Depois de um tempo começa a te dar aquele leve desespero, ok, eu já estava em pânico, comecei  a chorar. – antes que me questionem, eu tinha acabado de chegar em outro país e não, eu não tinha chip no celular –

Foi então que parou um homem, venezuelano, com os seus quase 70 anos e um bigode engraçado.

– Menina tudo bem contigo? Precisa de ajuda.

– Tudo bem sim, imagina, nada demais.

– Tem certeza, repetiu ele. –  Até porque era óbvio que não estava nada bem. –

Desabei a chorar mais.

Contei toda a história ao senhor e disse que tinha uma passagem de trem que sairia em uma hora e eu, eu definitivamente não tinha como chegar a tempo. Ele me disse que poderia me dar uma carona, já que não sairia muito do seu caminho, eu prontamente aceitei. Que jeito né?

Coloquei as malas no porta-malas, fechei o carro e quando começamos a seguir em direção a estação me caiu a ficha. Meu senhor Gabriela, você mal conhece esse homem, ele pode ser um louco, isso pode ser um sequestro, quantas histórias você já não ouvi por ai, lembrei da mãe de uma amiga que sempre consegue ver algo extremamente trágico em qualquer situação. Tentei fingir normalidade e segui o caminho.

Já em frente a estação, peguei algum dinheiro e fui dar ao senhor. Ele recusou.

– A menina parecia assustada-  falou ele. Fique tranquila. Fiz isso para mostrar que ainda existem pessoas boas no mundo e nas quais pode confiar.

Tenho uma filha da mesma idade que ti, se ela estivesse na mesma situação, gostaria que fizessem o mesmo por ela.

Eu sem jeito, agradeci, umas 4 ou 5 vezes.

Não só pelo bem que me fez e que bem, mas por me fazer acreditar.

Queria que ele pudesse ler esse texto, mais uma vez obrigada.

 

As palavras que deixei de dizer

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Não vivo mais de palavras não ditas, houve o tempo que sim, não posso julgar,hoje  não faço mais.

Prefiro ter a certeza de que fiz de tudo para que fosse para sempre.

Ainda era carnaval, clima de purpurinas e festas, era amor que sobra no Rio, em São Paulo, na Bahia… ô pae, ah Bahia.

Por algum motivo, a gente acha que as palavras tem hora certa para serem ditas, eu, as guardei.

O tempo levou com elas a chance de algo diferente, mas eram só palavras vem me dizer você, não era mesmo?

Não muito depois, agosto do mesmo ano, recém chegada de viagem liguei para o meu pai, pensei em contar de Roma, sempre foi o sonho dele ir para lá e eu tinha cada detalhe fotografado, em foto e alma, para dividir com ele cada pedacinho. Naquele dia, falei te amo, disse que contaria sobre a viagem depois, não tivemos depois.

Se eu pudesse te dar um conselho? Não guarde palavras.

Palavras não ditas viram dúvidas

… viram saudade

…viram feridas

Elas enferrujam o coração, elas machucam a alma, elas deixam de mudar o futuro.

 

Joguei as que já tinha guardado no mar, confesso, encontro com elas onda ou outra por ai.

 

Hoje? Hoje dentro de mim não há mais espaço para elas.

Com a mesma pessoa há 60 anos? Como?

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60 anos Gabriela? – indagou ele, antes de começar a conversa.

Há uns 60 anos atrás, tudo bem, uns 55, conheci uma mulher incrível, cabelos longos, determinada, teimosa ainda que repetidas vezes que era flexível, só dormia feliz quando a toalha estava do lado “certo”,  conhece as mulheres né, sabe como funciona. Ela acordava sempre antes que eu, como se quisesse fazer uma surpresa, colocava a mesa do café e por mais que isso se repetisse mil vezes, sempre esquecia alguma coisa,  eu, tentando contornar, lhe dava um beijo e fingia nem ter percebido, fase de conquista né? Não dá para se apegar demais.

Aproximadamente 10 anos depois, me apaixonei. Desta vez foi tudo diferente, ela era diferente, mais confiante. Casamos, construímos uma família,  conseguiu criar seis filhos quase que de supetão, cabra macho né minha filha, homem de antigamente não tem dessas frescuras não, ficar de conversinha nesse zapzap ai. Eu insistia em falar que fazia tudo sozinho, que era o rei, eu punha comida na casa afinal. Ela? Ela fazia com que valesse a pena todo o sacrifício, ela era minha paz no fim de cada dia.

Passaram-se os anos me deparei com uma mulher de cabelo curto, já um pouco grisalho, realizada, vida encaminhada sabe? Filhos criados, não teve jeito, foi paixão a primeira vista, só podia ser amor. Ela servia meu café com maestria, nunca faltou um detalhezinho, até o garfo, posso quase apostar que era milimetricamente colocado ali, nada, nada mesmo fugia do seu controle. Ô mulher porreta essa viu, conseguia ser onipresente. Nesses tempos eu já nem trabalhava mais e ela conseguia conciliar meus filhos, a casa, os amigos e o nosso amor, ah o nosso amor.

Há dois anos fraquejei, abri mão de sair, dos meus jogos de baralho, do meu dia-a-dia na praça. A essa altura, eu já nem esperava nada demais, confesso. Foi quando eu conheci ela, ô mulher forte, quem via aquela mulher mirradinha, com os cabelos muito mais brancos do que grisalhos, mal poderia imaginar a fortaleza por trás dessa “carcaça”. Ela me acompanhou nas rotinas diárias, nas médicas – chega um ponto da vida minha filha que qualquer dorzinha vira alarde, até por gases já fui pro hospital com suspeita de enfarto, eu mesmo, não acredito –  Esta se tornou minha melhor companhia, minha melhor amiga. Nem sei se teria chegado até aqui sem ela. Minto… eu sei, eu não estaria em lugar algum sem ela.

Perdi as contas minha filha, quantas histórias te disse? Sabe como é a idade, às vezes a gente esquece uma coisinha ou outra pelo caminho…Quer saber? Não importa, todas essas eram amor, eu me apaixonei por todas elas, perdidamente.

Ai vem você me perguntar como é estar a 60 anos com a mesma mulher? Me desculpe minha filha, não sei te dizer não, eu me apaixonei por todas elas, afinal de contas, ninguém consegue ficar com a mesma mulher sempre não.

Sorte a minha que ela mudou, me deu a chance de me apaixonar de novo. Tantas e quantas vezes, por todas as mulheres que ela foi para mim.

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O sonho da asa própria

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Essa frase não é minha, eu até daria autoria, se soubesse de quem veio, mas vou dizer com sinceridade, que nada, nada é mais apropriado para esse momento do que ela.

Sempre fui dessas, de mais do que viver os meus sonhos, vivi o sonho dos que amo.

Vivi o desejo da minha avó de uma família estável e ali, pertinho no interior.

Vivi o sonho das minhas amigas e vibrei, uma a uma com as suas conquistas.

Vivi sonhos de pessoas nas quais acreditava, nas quais acredito, que podem ir muito além

Não que isso seja ruim, nunca fui, nunca mesmo, tão eu, tão meu, como hoje. E vou te falar a verdade, lutar por um sonho nosso é muito mais assustador.

Tem o peso do investimento – se houver- , das opiniões, das escolhas, mas muito mais do que isso e muito mais pesado, tem o peso do fracasso, afinal, ele pode vir, acredite a gente ou não. Eu sei, já me vem você falando que você atrai o que transmite , que não se pode pensar assim e todo aquele blablabla, eu sei, eu já sei. Porém, entretanto e todavia, eu DÚVIDO, com letras garrafais que esse frio na barriga chamado “fracasso” não tenha lhe tirado noites e mais noites de sono. Que essa coceirinha de te tirar da zona de conforto nunca tenha colocado no seu ouvido: E se não der certo Gabriela? E agora?

Hoje? Hoje eu guardei num potinho a insegurança e segui.

Hoje eu vim aqui para sonhar, sonha comigo?

Terapia da saúde

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Vou fugir do tema, não vou falar de amor, ou vou, porque não?

Todas as vezes que “cai” na vida, fazer atividade física, seja ela qual for sempre foi meu melhor remédio.

Longe de mim desmerecer as horas de terapia, imagina, quem sou eu para isso. Mas são lá naquelas horinhas só minhas que eu me encontro e me transformo.

Sou tão grata por isso.

Pelas descobertas do meu corpo e do quanto posso ir além.

De descobrir as variedades, através de diferentes modalidades: pilates, corrida, aulas, circuito, crossfit, musculação e o que mais me desafiarem, estou aberta, pode vir.

Sou feliz não porque transforme meu corpo, claro, a gente não reclama né? Mas sou ainda mais feliz porque transforma minha alma.

Cada peculiaridade trouxe consigo, ou melhor, comigo, um tanto de amigas e amigos que nem sei mensurar, um tanto de gente feliz, de bem com a vida, de bem com o amor. E vamos lá para mais um velho e bom clichê: “gente feliz não enche o saco”. É ou não é?

Hoje, acordei cheia de amor- sim , esse texto é baseado em fatos reais-  de uma aula (lão) que rolou ontem em Piracicaba e foi só amor.

Ontem eu não me sentia sozinha quando peguei o carro com uma das minhas melhores amigas na vida e fui, fomos.

Não me senti sozinha nos circuitos, nas corridas, nas conversas. Ontem eu transbordei amor, voltei a me sentir eu, mais madura, mais centrada, mais feliz, tanto ou mais do que antes. Obrigada.

@cozinhecomigo @academiaposition @patymartini @marinamazine @farmaciabiotipo

Amor amor amor amor ❤

Porque um ponto na sua vida, pode, e deve, alterar todos os demais.

 

laila

Eu acredito na teoria do caos, onde um ponto, pequenino, uma conversa, uma palavra, um café, pode e altera todo o restante da sua vida. Foi assim comigo, é assim comigo, foi assim com a gente.

Conheço a Laila desde de…bem nossa, faz tanto tempo que nem sei bem quando eu não conhecia ela rs. Nunca fomos as mais próximas, na escola e nem depois, nessa “caminhada” da vida, mas ai veio o “destino”. A gente volta diferente, e as vezes faz uma falta enorme pro coração coversar com alguém que entenda e sinta tudo que passamos, foi assim comigo, foi assim com a gente, eu espero.

Foi só um comentário no facebook, que nem era para mim que nos levou há horas e horas e conversa no Whatsapp e que me fez aguardar ansiosamente nosso café ou suco que esta por vir, acredito que ele também me renderá inspiração em dobro para compartilhar com vocês, ô se vai.

Bom a Laila é aquele tipo que se joga no mundão, sempre acompanhei de longe e morrendo de curiosidade das mil histórias que teria para contar. Ela morou nos EUA, em Angola e o ano passado em Buenos Aires e na Itália. Já tenho outro convite para ela, só de escrever a jornada por aqui.

Ela foi a minha coincidência da vida e eu espero, de verdade, que possa passar um pouquinho de todo o bem que me fez em palavras para vocês. Pedi que escrevesse para nós, para ela. E vem história boa por ai, ô se bem, recheada de amor, deixe o coração e a mente abertos, para absorver cada pedacinho. Ela hesitou quando fiz o pedido para ela, mas…

 

“Eu me justifiquei dizendo que precisava de uma inspiração, e ela veio linhas abaixo, de meu próprio coração, e você ao incentivar minhas palavras, fez com que tudo saísse da inércia e viesse à tona. Então, por isso, decidi não adiar este trecho da carta e escrever a vocês duas (especialmente a vocês Duas) sobre “ter os pés no chão”, que foi o que desencadeou esse mar de letras e confusão. (Man)ter os pés no chão, percebo hoje, nunca foi meu forte. No sentido literal e metafórico. Alguns, eu sei, acham essa minha característica “admirável”, outros muitos a classificam como algo “abominável” (pausa dramática – ok ok, talvez a palavra devesse ser “imaturo”). E confesso, essa característica se enquadra em ambos aspectos. Sempre se enquadrou, entretanto isso não vem ao caso. Vos escrevo pra contar, que esses mesmos “pés – voadores” – já estiveram em lugares que eu não sei se sou capaz de descrever fazendo uso das palavras (ainda não desenvolvi essa habilidade, moças!), maaas, vou tentar levá-las o mais perto disso possível, portanto, não peço que fechem seus olhos, mas imploro que abram seus corações para que consigam enxergar, e ao menos tentar, compreender onde, eu e meus pés, já estivemos. Já vimos o Pôr-do-sol mais espetacular, numa noite de insônia. Dançamos na chuva, numa cidade medieval com pessoas que conhecemos uma hora antes. Fizemos guerra na neve. Deitamos numa rede e nos permitimos ficar ali pelo tempo que nos foi necessário. (re)Encontramos irmãos de alma e vida do outro lado do oceano, numa obra, e com eles vivemos uma inundação de sentimentos e sensações. Agradecemos a vida, no mar, à luz do luar. Rimos, até chorar. Muitas vezes. E choramos, também, até cair no sono. Sentimos nosso coração se transformar em um amor puro, no nascimento de três anjos. Saímos de nossa zona de conforto tantas vezes que hoje, essa zona de conforto é justamente estar fora dela (é confuso, mas sei que você vai entender perfeitamente). Nós, eu e meus pés, estivemos em locais onde a consciência se expandiu ao nível de relembrar por um único instante (e juro, o suficiente), que somos todos um. Fomos capazes de sentir e, finalmente, de enxergar a imensidão do Universo. Calma! Não deste jeito que a sua mente neste momento esta projetando. Mais uma vez, imploro, abra seu coração para que possa enxergar o que tento dizer. Relembre! Você sabe do que estou falando. Também já visitamos locais onde a saudade e a ausência não couberam nos olhos e transbordaram. Inúmeras vezes. Quem não esteve nestes locais conosco talvez nunca venha a saber o que se passa em nosso coração quando essa ausência se faz presente, e fica quase palpável – ao menos, não com a mesma intensidade que isso é sentido, pelo meu corpo – não por achar que isso é sinal de fortaleza, justamente o inverso, por ter certeza de que aí reside Meu ponto fraco. Falar destes locais é delicado, requer muita atenção, algumas pessoas podem entender que a decisão de continuar “voando” e convivendo com “ausências” só acontece porque você decidiu “não se importar” com o que foi “deixado” (essa palavra merecia mais do apenas aspas, para enfatizar), e, eu respeito que esse seja o ponto de vista delas, mas de maneira alguma essa é a Minha Verdade. Eu continuo “voando” porque levo tudo dentro de mim, nada fica pra trás, porque o “atrás” não existe [Preste atenção, agora sim, abra os olhos, visualize o que vou dizer. Só existe o amor, e ele esta no meio de um círculo. Você pode escolher caminhar para frente com o propósito de encontrá-lo. Ou adiar essa decisão (pelo motivo que for) e caminhar para o lado, o que te deixa exatamente na distância que estava antes, apenas em outra posição, mas não pode nunca retroceder, porque como disse ali em cima, essa opção simplesmente, não existe]. …e, continuarei “voando” (e voando) pois é ali, no “ar”, que eu sei ser tudo o que sou. E isso me basta.”

É amor que transborda em palavras, sorte a minha ter reencontrado você ❤

 

Coração em manutenção, gentileza voltar mais tarde.

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Essa história de que nada melhor que um novo amor para curar um antigo… alguém me explica, quem inventou isso?

– Mãe acabou o amor, traz mais um da padaria por favor? Não acredito em amores que curam, e para ser sincera, nem em amores que acabam.

O amor não acaba, o amor não morre, a gente acaba, a gente morre e por fim,  nasce, (re)nasce. É como se em algum momento parte de nós deixasse de existir e a partir daí, você renasce enfim, pronto para viver um amor novinho em folha, não por ele ou ela ser diferente, mas porque você, você não é mais o mesmo.

Isso talvez explique as relações que voltem como se nunca estivessem existido, ou ainda, os que terminam sem nem ao menos parecerem ter começado.

Hoje eu nasci, esta manhã mal me reconheceram na rua, pediram licença, deixei passar.

 

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Traze-lo aqui hoje o torna ainda mais real

 

leo22Quem sou eu para dizer que relacionamentos virtuais não podem se tornar reais e mais, quem sou eu para dizer que grandes amigos não podem vir de um oi casual no Facebook, porque não? O mundo mudou, a interação mudou, as relações mudaram.

Quantas vezes nos sentimos quase melhores amigos de pessoas públicas simplesmente porque as acompanhamos pelo Snap? Eu,particularmente, nem preciso ir tão longe com essa história, conheci um dos meus melhores amigos graças a internet, benzadeus: OBRIGADA, foi ele também que me apresentou San Diego, meu eterno e grande amor e graças a ele que conheci o Léo, protagonista de hoje e um dos melhores alto astrais que já vi na vida. Saiu de Piracicaba para se jogar nesse mundão em grande estilo, e vem aqui hoje contar um pouquinho disso tudo,  diretamente do meu lugar dos sonhos, San Diego, para o coração de vocês.

“Há caminhos, que só são descobertos quando nos perdemos, e desprendemos, das incertezas e medos que insistimos em carregar conosco.

Ao tomar a decisão de deixar seu lar, e, voar rumo ao desconhecido, cultive em seu coração duas coisas: Coragem e Fé.

Coragem para acordar cedo, e matar todos os leões que cruzarão o seu dia. Sozinho, e longe de tudo/todos que você ama, precisará muito dela, afim de que firme os seus passos e caminhe em direção aos seus sonhos.

Fé, para acreditar que nenhum sonho é impossível, mesmo que você não consiga enxergar o final da estrada que vai percorrer.

Há quem pense que, a vida aqui é um mar de rosas sem espinhos. Engana-se quem julga a experiência vivida pelos outros, baseados em redes sociais.
A verdade é que, nada-se num mar de espinhos diariamente, para obter uma pétala de rosa, e, no fim do dia, reunir forças para fazer dela perfume e adorno.

De todos os obstáculos no seu caminho, a saudade será o maior deles.
Habitue-se e aprenda conviver com ela, pois, tentar lutar contra, é auto-flagelo.

Mas, se você me perguntar, se em algum momento me arrependi de minha decisão? A resposta será: Não!
Não existe um dia sequer, que não faça essa pergunta a mim mesmo, e ao longo desses anos todos, a resposta sempre foi: Não!

Cresci, amadureci, quebrei a cara, sorri, chorei, conquistei e evolui, e, a soma de todas essas experiências, me fizeram o homem que sou hoje.

Lembre-se: Ao sair de casa, e deixar sua zona de conforto, sua cabeça nunca mais será a mesma. As mudanças são drásticas e permanentes, porém, expande-se a gama de oportunidades, que te permitirão compreender o tamanho do mundo, e quão lindo ele é, para que fiquemos presos, reféns dos nossos medos.

Então, vá!”

 

Hoje parte de mim gratidão, mesmo, por parar um minuto para dividir um pouquinho de você comigo, com a gente, OBRIGADA e a outra parte torce, mesmo, para que um dia a gente se encontre por aqui ou por ai.

 

Eu queria que fosse para sempre

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Que atire a primeira pedra quem nunca desejou que alguém fosse para sempre, nem que por  um segundinho, rapidinho, quase sem querer. Tudo bem, eu admito, eu mesma já desejei por muito mais vezes que isso.

Estava pensando nisso pela manhã quando olhava o movimento da rua e cheguei à conclusão que a eternidade tiraria a intensidade das coisas e faria o “deixar para amanhã”  algo ainda mais corriqueiro no nosso dia-a-dia.

Afinal, é essa certeza, essa única certeza que é a morte que faz com que todo esse trajeto pelo meio de tudo isso faça sentido.

Não sei se já perdeu um ente querido, um amigo, um irmão … eu já. Isso muda tudo.

Muda o ciclo da vida e te sacode com uma pergunta baixinha ali no canto do ouvido: eu disse tudo que tinha de ser dito?

Estou falando de perdas de pessoas, mas quer saber mesmo? Isso vale para vida, vale pros projetos, vale pro trabalho, vale pros sonhos. Porque não?

Meu desejo profundo hoje não é para que minha vida ou dos que amo seja eterna, mas sim para que nesse período entre o “chegar” e “ir” seja tão intensa e bem vivida que a gente possa olhar para esse livrinho e pensar, caramba quantas páginas bem escritas não?

Por isso, vale aquele velho clichê: A vida esta ai para ser vivida, então, por favor: VIVA, por favor, VIVA.

Abrace apertado, ligue quando der vontade, se aventure, se permita viver algo diferente, se permita chorar, se permita cair, crie vínculos, acredite, sofra, ame, seja o melhor e o mais intenso intervalo que puder. E se depois de tudo isso ainda sobrar um espacinho, por favor, transborde.

A cama toda arrumada hoje, disfarça um pouco toda a bagunça que ele deixou.

altomar

Logo eu, que sempre fui à rainha das intensidades, procuro um pouco de mar calmo.

“Mar calmo não faz bom marinheiro”, pode dizer a senhora, como quem diz: Que isso minha filha, já te vi passar por tempestades bem maiores e tão mais fortes.

Dessa vez foi diferente, olho como quem busca uma resposta, foi um não sem fim, ou melhor, foi um fim sem não.

Ele nem arrumou as coisas, saiu com a roupa do corpo, deixou para traz um tanto de coisas e lembranças largadas, incompletas. É isso. É tão mais difícil terminar o que não acabou.

Fico torcendo para que isso ao menos, me amadureça, sem endurecer, gosto dessa minha mania de acreditar na vida, de acreditar no amor.

Agora arrumo sem nenhuma dobra a cama e faço questão de ocupar toda parte da pia, como ele não gostava e como eu sempre queria, uma forma de preencher o vazio que ele deixou e tentar acreditar que tudo isso vai ser bom para mim.

Procuro velejar com calma, mas no fundo mesmo, eu fico é torcendo para que seja tudo sempre uma intensa tempestade.