Escrever é um pouco se despir, inclusive dos medos.

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Demorei um tempo para conseguir deixar de “ser” apenas em textos de aniversários ou de Natal. Meus textos, eles me entregavam demais, eu sei que eles nem sempre falam de mim, mas eles me deixam tão vulnerável, tão palpável. A gente se lê nos nossos textos, mas também somos lidos por eles. Perdi a conta de quantas vezes tentei me buscar em outros autores, Martha Medeiros que o diga, fica mais fácil sabe? É tão menos pessoal.

Escrever é despir a alma, e existe forma mais intensa de entrega que essa?

Ainda me pego podando as frases: antes, durante ou depois, procuro não reler, não refazer, queria mandar assim, como aquela mensagem não pensada na madrugada, um tiro sem volta.

Hoje em dia ficou ainda mais difícil evitar, a tecnologia conspira, esta dando uma forcinha para essa entrega, o mundo clama por mais entrega, clama por mais verdade. Lembro de ter dito uma vez para um amigo, que nada me faz mais feliz do que quando recebo mensagem na madrugada, afinal, existe forma de amor mais espontânea que essa? Sinto falta mesmo é de carinho sem querer, sem pensar.

Há quem diga que não gosta, eu duvido. Meu conselho: aproveitem, se deleitem, aquele carinho, ah, aquele carinho é tão seu.

Descobri que guardar carinho não faz bem, resisti, explodi,  me entreguei.

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