Hoje a história é tão dela, mas tão minha. Parte de mim mora em Portugal.

Eu não sei te dizer quando nos conhecemos e nem mensurar  a frequência com que nos vimos pela vida, quer saber? Mesmo? Nada disso importa.

Aquelas amigas que a gente traz das memórias de criança para vida, essas, simplesmente dispensão qualquer tipo de explicação.

Por isso, ler e ouvir um pouco dela é tão importante para mim, porque muito mais do que em outros textos, eu vivo, vibro e torço por cada passo que ela dá por esse mundão.

Ela me enche de orgulho, ela esta lá desbravando o mundo e deixando o meu coração ainda mais dividido por ai, com casa e endereço marcado em Porto, Portugal.  – que ainda é um dos check-ins que tenho que fazer na vida. Ô meu Portugal, cuide bem dos meus amores.

Pedi que ela escrevesse para ela – para elas – para eles – para nós, que explicasse da onde vem essa vontade de viver tudo que esse mundão tem de bom afinal. Seria egoísmo meu não dividi-la com vocês, ela que é tanto amor, ela que transborda. Então, nas palavras dela, de Portugal para esse mundão, afinal, porque Mazinha?

“Não me lembro quando foi a última vez que escrevi uma carta. Sabe, com esse avanço da tecnologia já não temos mais aquele costume de sentar e escrever, tudo ficou muito mais impessoal e ao mesmo tempo muito mais próximo. Você sabe, né amiga, porque você está na Austrália e eu em Portugal e não temos problema nenhum em trocar nossas risadas do Brasil. Lembra quando estávamos nós duas conversando na sacada do seu AP em Sampa e você me contou seus planos de ir viver o mundo? E eu te contei os meus? De como duas amigas de uma cidade do interior tinham uma fome imensa de aproveitar tudo o que o mundo tem pra oferecer? Olha pra nós agora, é demais, não é? Já pensei inúmeras vezes no motivo dessa minha vontade infinita de morar fora, de fazer parte de uma cultura diferente da minha e aprender novos idiomas, mas nunca cheguei à uma conclusão. Talvez porque haja diversas razões pra isso e todas elas tenham a mesma importância e significado, não sei. Sei que tenho essa vontade desde que tinha 15 anos, mas é a primeira vez que realmente me considero “morando fora”. Sabe, a vida é muito mais do que acordar cedo todos os dias, ir pro trabalho entupido de café, se irritar com o chefe, voltar pra casa, dormir e começar tudo de novo no dia seguinte. Sempre soube que essa vida não era pra mim, mas só agora tive coragem de gritar isso pro mundo e vir experimentar o que “a vida tem de bom”. Fico feliz que fizemos isso antes dos 30, e espero fazermos de novo antes dos 35 e depois de novo antes dos 40 até desvendarmos cada cantinho desse mundão, pois é o que dizem: a vida é uma só!”

mazinha4

Sorte a minha ter você na minha ❤ Que sorte a minha

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