A cama toda arrumada hoje, disfarça um pouco toda a bagunça que ele deixou.

altomar

Logo eu, que sempre fui à rainha das intensidades, procuro um pouco de mar calmo.

“Mar calmo não faz bom marinheiro”, pode dizer a senhora, como quem diz: Que isso minha filha, já te vi passar por tempestades bem maiores e tão mais fortes.

Dessa vez foi diferente, olho como quem busca uma resposta, foi um não sem fim, ou melhor, foi um fim sem não.

Ele nem arrumou as coisas, saiu com a roupa do corpo, deixou para traz um tanto de coisas e lembranças largadas, incompletas. É isso. É tão mais difícil terminar o que não acabou.

Fico torcendo para que isso ao menos, me amadureça, sem endurecer, gosto dessa minha mania de acreditar na vida, de acreditar no amor.

Agora arrumo sem nenhuma dobra a cama e faço questão de ocupar toda parte da pia, como ele não gostava e como eu sempre queria, uma forma de preencher o vazio que ele deixou e tentar acreditar que tudo isso vai ser bom para mim.

Procuro velejar com calma, mas no fundo mesmo, eu fico é torcendo para que seja tudo sempre uma intensa tempestade.

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