Porque um ponto na sua vida, pode, e deve, alterar todos os demais.

 

laila

Eu acredito na teoria do caos, onde um ponto, pequenino, uma conversa, uma palavra, um café, pode e altera todo o restante da sua vida. Foi assim comigo, é assim comigo, foi assim com a gente.

Conheço a Laila desde de…bem nossa, faz tanto tempo que nem sei bem quando eu não conhecia ela rs. Nunca fomos as mais próximas, na escola e nem depois, nessa “caminhada” da vida, mas ai veio o “destino”. A gente volta diferente, e as vezes faz uma falta enorme pro coração coversar com alguém que entenda e sinta tudo que passamos, foi assim comigo, foi assim com a gente, eu espero.

Foi só um comentário no facebook, que nem era para mim que nos levou há horas e horas e conversa no Whatsapp e que me fez aguardar ansiosamente nosso café ou suco que esta por vir, acredito que ele também me renderá inspiração em dobro para compartilhar com vocês, ô se vai.

Bom a Laila é aquele tipo que se joga no mundão, sempre acompanhei de longe e morrendo de curiosidade das mil histórias que teria para contar. Ela morou nos EUA, em Angola e o ano passado em Buenos Aires e na Itália. Já tenho outro convite para ela, só de escrever a jornada por aqui.

Ela foi a minha coincidência da vida e eu espero, de verdade, que possa passar um pouquinho de todo o bem que me fez em palavras para vocês. Pedi que escrevesse para nós, para ela. E vem história boa por ai, ô se bem, recheada de amor, deixe o coração e a mente abertos, para absorver cada pedacinho. Ela hesitou quando fiz o pedido para ela, mas…

 

“Eu me justifiquei dizendo que precisava de uma inspiração, e ela veio linhas abaixo, de meu próprio coração, e você ao incentivar minhas palavras, fez com que tudo saísse da inércia e viesse à tona. Então, por isso, decidi não adiar este trecho da carta e escrever a vocês duas (especialmente a vocês Duas) sobre “ter os pés no chão”, que foi o que desencadeou esse mar de letras e confusão. (Man)ter os pés no chão, percebo hoje, nunca foi meu forte. No sentido literal e metafórico. Alguns, eu sei, acham essa minha característica “admirável”, outros muitos a classificam como algo “abominável” (pausa dramática – ok ok, talvez a palavra devesse ser “imaturo”). E confesso, essa característica se enquadra em ambos aspectos. Sempre se enquadrou, entretanto isso não vem ao caso. Vos escrevo pra contar, que esses mesmos “pés – voadores” – já estiveram em lugares que eu não sei se sou capaz de descrever fazendo uso das palavras (ainda não desenvolvi essa habilidade, moças!), maaas, vou tentar levá-las o mais perto disso possível, portanto, não peço que fechem seus olhos, mas imploro que abram seus corações para que consigam enxergar, e ao menos tentar, compreender onde, eu e meus pés, já estivemos. Já vimos o Pôr-do-sol mais espetacular, numa noite de insônia. Dançamos na chuva, numa cidade medieval com pessoas que conhecemos uma hora antes. Fizemos guerra na neve. Deitamos numa rede e nos permitimos ficar ali pelo tempo que nos foi necessário. (re)Encontramos irmãos de alma e vida do outro lado do oceano, numa obra, e com eles vivemos uma inundação de sentimentos e sensações. Agradecemos a vida, no mar, à luz do luar. Rimos, até chorar. Muitas vezes. E choramos, também, até cair no sono. Sentimos nosso coração se transformar em um amor puro, no nascimento de três anjos. Saímos de nossa zona de conforto tantas vezes que hoje, essa zona de conforto é justamente estar fora dela (é confuso, mas sei que você vai entender perfeitamente). Nós, eu e meus pés, estivemos em locais onde a consciência se expandiu ao nível de relembrar por um único instante (e juro, o suficiente), que somos todos um. Fomos capazes de sentir e, finalmente, de enxergar a imensidão do Universo. Calma! Não deste jeito que a sua mente neste momento esta projetando. Mais uma vez, imploro, abra seu coração para que possa enxergar o que tento dizer. Relembre! Você sabe do que estou falando. Também já visitamos locais onde a saudade e a ausência não couberam nos olhos e transbordaram. Inúmeras vezes. Quem não esteve nestes locais conosco talvez nunca venha a saber o que se passa em nosso coração quando essa ausência se faz presente, e fica quase palpável – ao menos, não com a mesma intensidade que isso é sentido, pelo meu corpo – não por achar que isso é sinal de fortaleza, justamente o inverso, por ter certeza de que aí reside Meu ponto fraco. Falar destes locais é delicado, requer muita atenção, algumas pessoas podem entender que a decisão de continuar “voando” e convivendo com “ausências” só acontece porque você decidiu “não se importar” com o que foi “deixado” (essa palavra merecia mais do apenas aspas, para enfatizar), e, eu respeito que esse seja o ponto de vista delas, mas de maneira alguma essa é a Minha Verdade. Eu continuo “voando” porque levo tudo dentro de mim, nada fica pra trás, porque o “atrás” não existe [Preste atenção, agora sim, abra os olhos, visualize o que vou dizer. Só existe o amor, e ele esta no meio de um círculo. Você pode escolher caminhar para frente com o propósito de encontrá-lo. Ou adiar essa decisão (pelo motivo que for) e caminhar para o lado, o que te deixa exatamente na distância que estava antes, apenas em outra posição, mas não pode nunca retroceder, porque como disse ali em cima, essa opção simplesmente, não existe]. …e, continuarei “voando” (e voando) pois é ali, no “ar”, que eu sei ser tudo o que sou. E isso me basta.”

É amor que transborda em palavras, sorte a minha ter reencontrado você ❤

 

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