O amor da sua vida precisa te fazer rir

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Não adianta vir com rótulos, a essa altura, eu nem me importo mais. Importante mesmo é que me faça rir, companhia para mim, tem mesmo é que me fazer feliz.

Andava com o riso preso, confesso. A vida tem dessas de te travar com as porradas do caminho. A gente fica descrente, segura o riso, não se abre e quando finalmente você abre a guarda, ops, rasteira, escorrega de novo.

Acordei com o riso frouxo, daqueles de quem voltou a acreditar. Ainda me seguro, gente intensa tem essa mania de achar que vai dar sempre tudo certo, ai mergulha, sem medo, mas pensa bem, até para os intensos é preciso calma, paraquedista se prepara pro salto e nem por isso a adrenalina é menor, então respira, sorri, segue.

Fiz uma listinha de planos novos, não sei porque as pessoas insistem em achar que isso deve acontecer na virada do ano, minha vida recomeça quando eu determinar, acredita, confia.

Os rascunhos se espalharam pela mesa, até o telefone tocar com aquela mensagem quase na madrugada, nem vi a hora passar.

Quando a gente sorri uma luzinha dentro de nós acende e opa, os sonhos vem, como a luz do sol acompanhando cada nascer do dia. Decidi abrir a janela e deixar todo esse amor entrar.

 

Lovely Galway

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Ainda me lembro do dia que ela disse que ia embora. Galway, Galway? Ma do céu onde fica isso? Irlanda, cidade onde foi gravado P.S. I Love You, coisa de filme mesmo, alias foi ela quem influenciou minha viagem para lá meses depois. Ela? Se jogou no mundão e hoje mora em Madri, Espanha.

Tenho para mim que cada mudança nossa lapida a nossa resiliência e de repente, se adaptar vai se tornando algo mais fácil, menos doloroso e com certeza muito mais interessante.

Aprender com os próprios erros e experiências é de longe e indiscutivelmente a melhor aula da vida, mas vamos lá, ela que já deixou um pouquinho dela em mim, vem aqui hoje contar e deixar um pouquinho dela para vocês também.

Vem (vi)ver mais essa jornada com a gente, vem ❤

E ai, esse tal de intercâmbio, por que fazê-lo?

“A ideia de fazer um intercâmbio acompanha, quase sempre, a necessidade que temos de mudar algo na vida. Em muitos casos, tentamos buscar, acrescentar, completar ou, até mesmo, esquecer. No meu caso, eu sempre quis saber o que encontraria do outro lado. Parece bonito, mas quando apertei os cintos e percebi que estava dentro de uma bolha de aço que deveria permanecer voando, aproximadamente, durante 11 horas, eu pensei em desistir. “Solto um grito desesperado, peço para todo mundo parar, desço e pronto”, pensei.  Eu não seria a primeira a surtar dentro de um avião! Seria? Minha primeira viagem internacional e eu estava ali, sentada, sozinha, com duas maletas enormes  e sem saber se eu conseguiria me comunicar em outro idioma. Eu não estava morrendo, mas muita coisa sobre a minha vida passou pela minha cabeça naquele momento. Para onde exatamente eu estava indo? Por quê? Esta ideia foi minha? Bom, foi em meio a tantas dúvidas, sim, a ponto de decolar,  que o que deveria ser mais assustador, no final, foi o que mais me fez permanecer firme nessa experiência: a incerteza do que estava por vir. Eu precisava disso e eu também gostava daquela sensação. Sim, algumas coisas foram difíceis no começo. Porém, nada chega perto do quanto a Irlanda mudou a minha vida.

É mágico como cada detalhe começa a fazer parte de você, como, de repente, você se sente em casa. Você se acostuma que os passageiros se sentam do lado esquerdo do carro, que beber às 15h não é motivo para qualquer julgamento, “Whats a craic” faz todo o sentido, quer dizer, como alguém pode não entender o sentimento que envolve essa pergunta? E, claro, por último, mas não menos importante, Galway está coberta por um manto rico e aconchegante de cultura. Sim, tem o Spanish Arch, a Saint Nick, os castelos, as universidades, mas, para sentir a diversidade da cidade, basta caminhar pelas ruas, olhar ao redor com atenção. Em Galway, eu sempre caminhava com um sorriso no rosto e com a câmera na mão. Os habitantes conseguem preservar as origens irlandesas no seu dia a dia de uma forma incrivelmente natural. Sempre havia música pelo caminho, alguma apresentação, algo que merecia ser fotografado ou gravado. Num piscar de olhos, estar sozinho, nem sempre, quer dizer que você realmente está sozinho. Não falo somente das pessoas incríveis que pude conhecer durante esta jornada. Falo dos pequenos detalhes que, hoje, ficam marcados na memória como se um pedaço de mim ainda estivesse lá, cruzando uma e outra vez a ponte que corta o rio Corrib, descendo do ônibus que me levava à Newcastle, caminhando pela orla da praia em Salthill, sentindo o vento e a chuva incômoda a caminho da High Street. Ainda que eu tenha viajado por outros lugares, para outros países, eu ainda posso sentir o cheiro gelado de Galway. Não há nenhum outro lugar como aquele.

Galway me acolheu, roubou um pedaço de mim e me acrescentou outros mil. Não importa onde eu esteja, eu sei que essa bagagem eu vou levar para a vida toda. Quando você volta, muita coisa fica pra trás, mas o que vale a pena está sempre com você, ao menos, foi assim para mim.”

Galway – Maio/2013 ❤

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Sonho, sonhar, sonhei

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Fiquei com medo, pedi sua mão, falei que era por causa do escuro, fechei os olhos com força e rezei para dormir logo. Já eram quase meio noite do dia 13, exatamente um antes dos meus 30 e aquela mão, um pouco mais enrugada do que uns anos atrás era ainda o que me segurava.

Tentei lembrar quais eram os sonhos daquela menina que tinha medo de escuro, estava tudo tão nublado.

Não estava afobada em um jornal tentando encontrar a melhor forma de reportar uma matéria. O jantar ainda era preparado só para mim, arrumado, porcionado, o prato da frente… vazio.

Não corriam crianças pela casa, não havia barulho. Sonhei demais será?

Tentei puxar alguns livros no fundo da memória, nomes de sucesso descobertos “fora do tempo”, apertei os olhos com ainda mais força, pedi coragem. Difícil nascer de novo quando já se esta vivo.

Pensei em mil pedidos, pedi apenas um, não queria parecer mal agradecida. Pedi os olhos daquela menina que sonhava, e dormi.

Eu não sei dizer de onde sou

 

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E se é verdade que casa é onde seu coração esta, meu senhor, as coisas se tornam ainda piores. Cada despedida deixou um pouquinho de mim e levou um pouquinho deles.

Há 10 anos atrás, mal poderia mensurar o tanto de moradas e o quão diferentes seriam. Conheci mais de mim com eles do que em anos morando sozinha. Ando pela casa ouvindo e pensando em cada detalhezinho de vocês, no jeito de arrumar a louça ou não arrumar, de chegar tarde, de dormir cedo, das comidas, das mais variadas. Morar fora passou a ser pré-requisito para entender esse turbilhão que se passa aqui dentro.

A intensidade dos abraços. Ah! Nem essa é mais a mesma, me dão sensação de colo de mãe.

Corre, chega mais, senta pertinho de mim.

Não seja pouco, não seja irredutível, não fale demais – por favor –  não interrompa. Exagero aqui, só de amor. Chega mais, exagere.

“Preparo pro café ou para a vida?!”

Não importa, vá, mas volte, volte sempre.

Nascida em março

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Era um domingo, doze de março e depois de uma longa conversa regada ao melhor café do mundo, eu nasci.

Sai de lá com a alma lavada e deixei para trás todo aquele peso que não me deixava caminhar mais.

Sempre achei que a maturidade, viria com uma dose também de instinto de sobrevivência. Deve ser isso, há de ser.

Viajar toca a roupa da alma, mas ainda as mais leves e sutis são responsáveis pelo fortalecimento da mente, das ideias e do instinto de sobrevivência e de repente vira automático aquele botãozinho de seguir em frente, eu segui.

Descobri que minha alma ganha vida no amor das palavras e por isso, por favor, aprenda a ouvir mais.

Como todo nascimento vem com uma chuva de novos desejos e  sonhos, desta vez, eu vou desejar que a maturidade não te faça desacreditar, que dê valor aos poucos e bons,  que sorria mesmo quando a vontade seja chorar e que abrace, sem vergonha, por favor, abrace mais. Talvez você, assim como eu, precise nascer de novo para aprender tudo isso, tudo bem, eu vou entender.

E que se saiba ser essa mistura de sonhos e determinação, que saiba ser prática ainda que com os pés fora do chão, que saiba ser um pouco Peixes, depois de ter sido tão Touro.

5 da manhã

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Acordei hoje quase 5, olhei pros dois lados assustada, eles não estavam mais ali, o colchão não estava no chão como de costume. Fechei os olhos novamente e abri.

Acontece direto comigo, acordo em um lugar, meio incerta de estar aqui ou ali, não sei se porque viajo e mudo demais, ou porque às vezes, de fato, eu desejaria não estar ali.

Troquei umas mensagens antes de dormir com eles, as vezes o fuso não me permite, às vezes sim. Esse mundo “sem fronteiras” ainda não consegue ultrapassar a barreira do tempo.

Acordei desejando que meu colchão estivesse no chão e que as cinco e pouco da manhã eu já estivesse atrasada para acompanha-los no Surf. Foi engano.

Me deixei imaginar um pouco mais, tomei café, pegamos o skate, fomos beirando o mar, consegui sentir a brisa perto do Pier. Era quarta-feira e a noite iria rolar feirinha por ali.

Essas horas eu valorizo viajar, pelo menos para mim é lá que eu vejo o quão pouco se precisa para ser feliz: a brisa do mar pela manhã, uma troca de risos e um Pôr do Sol. Quem precisa mais afinal?

Lá eu vivo um dia após o outro e todo dia como se fosse o último, até porque, a gente sabe que vai durar pouco.

Deixa para lá os  problemas, não briga por qualquer coisa, abraça forte sem vergonha, a gente é a gente sem julgamentos, tem coisa melhor que isso?

Viajei dez minutos, voltei para casa.

Que a vida me permita ser uma eterna viagem, seja lá onde eu estiver.

Doença da nova geração: os sentimentos que deixei de viver

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O geração estranha, e me incluo nessa, fazer o que ?

A gente passa dias esperando aquela mensagem e quando ela finalmente chega. Ah hoje eu não posso, sabe como é , não posso parecer disponível, imagine se ele descobre o que eu sinto por ele? Guardei as palavras, pior, guardei toda essa vontade: fui dormir. Acordei, as coisas estavam todas iguais, não sei porque a surpresa afinal. Ainda levei mais uns dias para dizer que talvez pudesse naquela tarde, os dias passaram… guardei toda essa vida em mim. Adoeci.

Doença da nova geração, os sentimentos que deixei de viver. Ficou tão mais fácil falar tudo, que de importante mesmo a gente não fala mais nada. Um mundo que se pode tudo, poder pode, mas agora? Ah deixa para depois. Quem entende? Troco meu whatsapp, mas não troco olhar, um olhar, afinal, pode ser invasivo demais, não é mesmo? A semana de sentimentos na gaveta, para uma explosão de fim de semana e de mensagens que “não ” deveriam ter ido, “foi a bebida falando mais alto”,me perdoem, não entendo mais nada. Quero sentir e ponto. Esse negócio de deixar de viver não é para mim, de onde eu vim? No meu mundo não existem vontades guardadas, usei todas criando minhas melhores lembranças.

Acordei no Paraíso, minha vida era de frente pro mar

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Me joguei no mundão, me entreguei mesmo, vivi e me deixei viver tudo que essa nova experiência poderia me trazer, as dores e as delícias de ser como foi.

Voltei a estudar, mas de forma ou de outra até isso me remete a algo bom.

Intervalo entre aula  e outra, trabalho e outro, o descanso tinha vista para o mar.

Afinal, porque então a gente decide simplesmente acordar desse sonho?

Vou te falar que a experiência com data marcada, seja da passagem ou do visto que esta ali quase para vencer, faz te fazer reviver e ponderar tudo, TIM TIM por TIM TIM, é o tipo de decisão que a gente não pode simplesmente deixar para lá. Cheguei no topo e ai? Me jogo?

Era uma tarde de formatura, elas aconteciam regularmente ao meio dia e meia da sexta-feira, quando se formou mais uma turma do Cambridge [ele certifica que você tem capacidade para falar e trabalhar com a língua, no caso o inglês], o clima era diferente, as pessoas sorriam, contraídas ainda, na hora do discurso, a surpresa: um dos meninos não estava mais lá, havia gravado um vídeo, agradecendo a todos de coração pela ajuda, pelos abraços, pela solidariedade. Ele era suíço e sua viagem era programada para apenas 3 meses e com 2 meses de viagem, recebeu a notícia do falecimento do seu pai, ele ainda tinha seus 17 anos e nos meus cálculos amadureceu uns 10 nessa viagem, falou centrado, falou de coração, apertou o nosso, olhando ali de fora sem saber o que fazer, sem poder fazer nada.

Ontem revivi isso nas palavras do Andre “determinado dia estava no apartamento e um dos meus amigos chegou correndo do trabalho, entrou no seu quarto e com lágrimas e soluços nos contou que o pai dele havia falecido em um acidente de carro no Brasil, uma das cenas mais tristes e comoventes que já vi, ele estava a 14.000 km de distância de casa e tentava conseguir uma passagem pra chegar a tempo no enterro do pai, refleti muito sobre isso.”

Afinal, de que sonho mesmo estávamos falando mesmo?

Vou te falar que não sei viver mais sem saudade, tenho um pedaço de mim espalhado por ai, você mesmo, lendo isso agora, deve ser parte de mim e  provavelmente mal sabe.

Mas de todas as saudades, a certeza de que vivi tudo que deveria perto dos que amo é a que fala mais alto.

Minha certeza não veio no aeroporto, meu coração estava em pedaços por lá, veio no abraço da minha mãe, já aqui.

Acalma o coração, você esta em casa, a gente da um jeito.

Vou te falar aqui, que a verdade é a mesma, o sonho nunca termina, ele apenas é vivido de outra maneira.

A vida afinal é feita de contantes escolhas, não é mesmo?

Ei, você ai, já morou fora do país?

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Vou tentar não me prolongar nas apresentações, afinal, a história hoje é dele, não minha. Ele cruzou meu caminho e de repente, por um motivo ou outro, nunca o conheci tão bem quanto conheço hoje.

Não sei se você sabe como funciona morar fora, mas num geral, morar sozinho é um dos últimos itens que você tica da lista e foi essa procura por um lar que me fez esbarrar nesse homem menino, daquele tipo de energia que a gente quer levar para vida sabe? No fim… ainda acho que toda essa troca de experiência merece uma xícara de café, vou incluir na minha listinha de 2017 ta?

O autor de hoje, Andre Nogueira, vem de Presidente Prudente, e apesar de sermos ambos do interior foi lá na terrinha dos Cangurus que a gente se esbarrou, mundinho pequeno não? 30 anos, Engenheiro Formado, emprego estável há 12 anos e em um relacionamento de 4. Afinal o que leva alguém com a vida toda “certinha” a jogar tudo pro alto e “viver” em frente?

Graças a Deus, o ser humano ainda sabe sonhar e não existe idade para isso. Repito: Graças a Deus.

E como eu sempre digo, um ponto, uma decisão, pode e altera todo final. E lá vamos nós…

Foi ai que o sonho começou…com as palavras ele…

“Sempre fui meio doido e sonhador, sempre procurei entender a razão da minha existência, e descobri que a razão da minha existência muda a cada conquista. O mundo nunca me assustou, me assustam as pessoas,  estas realmente podem estragar sua seus planos, e eu não falo aqui sobre os ladrões e assassinos, falo sobre “ladrões” de  sonhos, que sugam suas energias e tentam a todo custo aparar as suas asas, simplesmente porque elas não tem coragem de voar.

Cansado de uma vida moderna, das reuniões chatas e de um relacionamento conturbado, vi que chegou a hora de bater as asas, digo bater as asas mesmo, voar para uma distância de 14.000km de casa.

E lá estava eu, Austrália, o lugar dos meus sonhos, um lugar tão divino que eu acordava olhando para o mar e ainda conseguia observar os pequenos pássaros na sacada. Não pense que foi fácil seguir o sonho de morar fora, muitas foram às perguntas e criticas, “Porquê você saiu da empresa ? ”, “Você ficou louco ?”, e por ai vai.

Vou dizer uma coisa: “Fiquei louco sim”, louco para realizar um sonho, meu sonho, louco por um novo estilo de vida, por ter conseguido chegar tão longe com dinheiro conquistado através das minhas batalhas. A experiência de morar fora do país foi pra mim extremamente prazerosa. Tinha amigos que chegavam esgotados depois de lavar trezentos pratos ou arrumar sete quartos de hotel, mas pense em um povo feliz, pense num povo que celebrava a cada dólar e que sabia usufruir muito bem daquele paraíso.

E por falar em amigos, são eles que tornam cada momento único. Morando fora você aprende que existem amigos “miojo”, tipo instantâneo mesmo, feitos em três minutos, amores que começam na terça e terminam no domingo, amigo que vira pai e amiga que vira irmã. Descobre que as diferenças só existem em relação à preferência pela marca da cerveja ou destino da próxima viagem, não existe distinção entre rico ou pobre, negro ou branco, latino ou asiático, gay ou hetero, mulçumano ou cristão. Quando você é intercâmbista você está no mesmo barco, a ajuda vem de todos os lados e essa mistura étnica é o que enriquece.

Troquei a entrada do meu apartamento por uma viagem de sete meses, ai você me pergunta se valeu?

Conquistei coisas que jamais serão tiradas de mim, vivi momentos que jamais serão esquecidos, fiz amigos que certamente carregarei pela vida, convivi com pessoas de outras culturas, chorei de alegria voltando do trabalho pela praia a seis da manhã, aprendi a andar de skate, tentei surfar em Surfers Paradise, vi baleias em Byron Bay, fiquei bêbado na Kohasan Road, mergulhei em Koh Phi Phi, aprendi a valorizar pequenos gestos, aprendi que se aventurar tem um preço, mas é um preço justo a ser pago. Fiz as pazes comigo, descobri novos valores e reafirmei os antigos, hoje não me considero um acumulador de bens, me considero um acumulador de experiências, que me tornam uma pessoa melhor e que me fazem olhar as coisas e encarar os problemas de outra perspectiva.

Quer um conselho? Bata suas asas e realize seus sonhos, seja ele qual for. Seja cauteloso com seu futuro, mas não guarde riquezas acima daquilo que é necessário para sua vida. O tempo passa, a vida voa e uma hora o fim chega.”

 

As histórias dele me encheram os olhos num tanto que eu achei que mereciam espaço em dobro, para ele contar o que viveu, TIM TIM por TIM TIM como você pode sentir ai em cima, e depois de tudo isso te deixar com aquela pulguinha para entender, afinal, que motivos o fizeram voltar.

Voltar de um sonho não significa que ele terminou, longe disso…

Mas essa história será um capítulo a parte.

Obrigada pelo carinho em forma de palavras, obrigada por me deixar viver um pouco de tudo isso contigo.

Obrigada por esta viagem e por todo esse sentimento.

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Pode chover, porque ela é mar.

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Desconfio algumas vezes que o amor é feito do mar, isso explicaria muita coisa na verdade.

Seria até irônico ter com base nisso aquele velho ditado de que “amor da praia não sobe a serra”. Como não? Ô se sobe!

Hoje vim aqui, plantar aquela sementinha da esperança para os que chegaram do Rio, da Bahia, de Jurerê e ainda olham ansiosos o celular esperando aquele whatsapp que ainda… ainda não chegou.

Ai fica a  gente se iludindo e mandando mil desculpas da mente para acalmar o coração, ele esta se recuperando do carnaval, voltou a trabalhar demais ou com certeza anotou o número errado, até se lembrar que já haviam trocado aquelas mensagens quentes pelas noites de carnaval , colocando toda essa teoria linda morro abaixo.

Ok! Essa mensagem pode não chegar, mas quer saber? Que graça seria a vida sem as nossas paixões do mar, deve ser culpa da maresia.

Eu prefiro ainda acreditar que ele conspira a nosso favor e hora ou outra, se for do nosso destino, ele ou ela vai pintar por ali, depois da descida da Serra.

Conheço casais assim, que o mar uniu.

Fechei os olhos hoje, pensei em coisas boas, pensei no mar, pensei em amor.

Aqui pode chover amor, afinal o mar precisa preencher essa imensidão toda.