Ela era sempre tão forte que ele não soube ver além da armadura.

sorriso

Todos os dias a rotina se repetia, ela acordava, deixava tudo pronto antes de sair, dava um beijo na testa quase que sem beijar, tinha medo de acorda-lo. Deixava um bilhete ao lado do café e seguia.

O trabalho dela ficava há algumas horas dali e por isso nunca batiam os horários do café, pena para ela, que sempre sonhava com o dia em que ele a surpreende-se com um café na cama.

Eles sempre foram opostos, o que nunca impediu que fosse amor, ele era calmo na vida e nas respostas, com pequenos rompantes de felicidade. Ela, ela  era intensidade pura, aquelas de alta tensão: no amor, no trabalho e na vida. Ela não sabia ser meio termo.

As explosões dela, às vezes eram por coisas tão bobas, que ele deixava passar. Brigava por uma roupa fora do lugar, por um atraso, por uma toalha esquecida na cama. Quem liga afinal?

Ela escondia a dor, escondia o choro antes de voltar para casa para que ele não tivesse que ouvi-la depois de uma jornada de trabalho cansado.

Fingia não ligar quando ele esquecia as datas importantes para ela.

Fingia a tristeza sorrindo.

Ela segurava o mundo dela, para fazer o mundo dele exatamente como ele imaginava.

Ela era estrela.

Ele não soube ver através do brilho, tão pouco entendeu porque parou de brilhar.

 

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