Ei, você ai, já morou fora do país?

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Vou tentar não me prolongar nas apresentações, afinal, a história hoje é dele, não minha. Ele cruzou meu caminho e de repente, por um motivo ou outro, nunca o conheci tão bem quanto conheço hoje.

Não sei se você sabe como funciona morar fora, mas num geral, morar sozinho é um dos últimos itens que você tica da lista e foi essa procura por um lar que me fez esbarrar nesse homem menino, daquele tipo de energia que a gente quer levar para vida sabe? No fim… ainda acho que toda essa troca de experiência merece uma xícara de café, vou incluir na minha listinha de 2017 ta?

O autor de hoje, Andre Nogueira, vem de Presidente Prudente, e apesar de sermos ambos do interior foi lá na terrinha dos Cangurus que a gente se esbarrou, mundinho pequeno não? 30 anos, Engenheiro Formado, emprego estável há 12 anos e em um relacionamento de 4. Afinal o que leva alguém com a vida toda “certinha” a jogar tudo pro alto e “viver” em frente?

Graças a Deus, o ser humano ainda sabe sonhar e não existe idade para isso. Repito: Graças a Deus.

E como eu sempre digo, um ponto, uma decisão, pode e altera todo final. E lá vamos nós…

Foi ai que o sonho começou…com as palavras ele…

“Sempre fui meio doido e sonhador, sempre procurei entender a razão da minha existência, e descobri que a razão da minha existência muda a cada conquista. O mundo nunca me assustou, me assustam as pessoas,  estas realmente podem estragar sua seus planos, e eu não falo aqui sobre os ladrões e assassinos, falo sobre “ladrões” de  sonhos, que sugam suas energias e tentam a todo custo aparar as suas asas, simplesmente porque elas não tem coragem de voar.

Cansado de uma vida moderna, das reuniões chatas e de um relacionamento conturbado, vi que chegou a hora de bater as asas, digo bater as asas mesmo, voar para uma distância de 14.000km de casa.

E lá estava eu, Austrália, o lugar dos meus sonhos, um lugar tão divino que eu acordava olhando para o mar e ainda conseguia observar os pequenos pássaros na sacada. Não pense que foi fácil seguir o sonho de morar fora, muitas foram às perguntas e criticas, “Porquê você saiu da empresa ? ”, “Você ficou louco ?”, e por ai vai.

Vou dizer uma coisa: “Fiquei louco sim”, louco para realizar um sonho, meu sonho, louco por um novo estilo de vida, por ter conseguido chegar tão longe com dinheiro conquistado através das minhas batalhas. A experiência de morar fora do país foi pra mim extremamente prazerosa. Tinha amigos que chegavam esgotados depois de lavar trezentos pratos ou arrumar sete quartos de hotel, mas pense em um povo feliz, pense num povo que celebrava a cada dólar e que sabia usufruir muito bem daquele paraíso.

E por falar em amigos, são eles que tornam cada momento único. Morando fora você aprende que existem amigos “miojo”, tipo instantâneo mesmo, feitos em três minutos, amores que começam na terça e terminam no domingo, amigo que vira pai e amiga que vira irmã. Descobre que as diferenças só existem em relação à preferência pela marca da cerveja ou destino da próxima viagem, não existe distinção entre rico ou pobre, negro ou branco, latino ou asiático, gay ou hetero, mulçumano ou cristão. Quando você é intercâmbista você está no mesmo barco, a ajuda vem de todos os lados e essa mistura étnica é o que enriquece.

Troquei a entrada do meu apartamento por uma viagem de sete meses, ai você me pergunta se valeu?

Conquistei coisas que jamais serão tiradas de mim, vivi momentos que jamais serão esquecidos, fiz amigos que certamente carregarei pela vida, convivi com pessoas de outras culturas, chorei de alegria voltando do trabalho pela praia a seis da manhã, aprendi a andar de skate, tentei surfar em Surfers Paradise, vi baleias em Byron Bay, fiquei bêbado na Kohasan Road, mergulhei em Koh Phi Phi, aprendi a valorizar pequenos gestos, aprendi que se aventurar tem um preço, mas é um preço justo a ser pago. Fiz as pazes comigo, descobri novos valores e reafirmei os antigos, hoje não me considero um acumulador de bens, me considero um acumulador de experiências, que me tornam uma pessoa melhor e que me fazem olhar as coisas e encarar os problemas de outra perspectiva.

Quer um conselho? Bata suas asas e realize seus sonhos, seja ele qual for. Seja cauteloso com seu futuro, mas não guarde riquezas acima daquilo que é necessário para sua vida. O tempo passa, a vida voa e uma hora o fim chega.”

 

As histórias dele me encheram os olhos num tanto que eu achei que mereciam espaço em dobro, para ele contar o que viveu, TIM TIM por TIM TIM como você pode sentir ai em cima, e depois de tudo isso te deixar com aquela pulguinha para entender, afinal, que motivos o fizeram voltar.

Voltar de um sonho não significa que ele terminou, longe disso…

Mas essa história será um capítulo a parte.

Obrigada pelo carinho em forma de palavras, obrigada por me deixar viver um pouco de tudo isso contigo.

Obrigada por esta viagem e por todo esse sentimento.

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