5 da manhã

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Acordei hoje quase 5, olhei pros dois lados assustada, eles não estavam mais ali, o colchão não estava no chão como de costume. Fechei os olhos novamente e abri.

Acontece direto comigo, acordo em um lugar, meio incerta de estar aqui ou ali, não sei se porque viajo e mudo demais, ou porque às vezes, de fato, eu desejaria não estar ali.

Troquei umas mensagens antes de dormir com eles, as vezes o fuso não me permite, às vezes sim. Esse mundo “sem fronteiras” ainda não consegue ultrapassar a barreira do tempo.

Acordei desejando que meu colchão estivesse no chão e que as cinco e pouco da manhã eu já estivesse atrasada para acompanha-los no Surf. Foi engano.

Me deixei imaginar um pouco mais, tomei café, pegamos o skate, fomos beirando o mar, consegui sentir a brisa perto do Pier. Era quarta-feira e a noite iria rolar feirinha por ali.

Essas horas eu valorizo viajar, pelo menos para mim é lá que eu vejo o quão pouco se precisa para ser feliz: a brisa do mar pela manhã, uma troca de risos e um Pôr do Sol. Quem precisa mais afinal?

Lá eu vivo um dia após o outro e todo dia como se fosse o último, até porque, a gente sabe que vai durar pouco.

Deixa para lá os  problemas, não briga por qualquer coisa, abraça forte sem vergonha, a gente é a gente sem julgamentos, tem coisa melhor que isso?

Viajei dez minutos, voltei para casa.

Que a vida me permita ser uma eterna viagem, seja lá onde eu estiver.

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