Sonho, sonhar, sonhei

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Fiquei com medo, pedi sua mão, falei que era por causa do escuro, fechei os olhos com força e rezei para dormir logo. Já eram quase meio noite do dia 13, exatamente um antes dos meus 30 e aquela mão, um pouco mais enrugada do que uns anos atrás era ainda o que me segurava.

Tentei lembrar quais eram os sonhos daquela menina que tinha medo de escuro, estava tudo tão nublado.

Não estava afobada em um jornal tentando encontrar a melhor forma de reportar uma matéria. O jantar ainda era preparado só para mim, arrumado, porcionado, o prato da frente… vazio.

Não corriam crianças pela casa, não havia barulho. Sonhei demais será?

Tentei puxar alguns livros no fundo da memória, nomes de sucesso descobertos “fora do tempo”, apertei os olhos com ainda mais força, pedi coragem. Difícil nascer de novo quando já se esta vivo.

Pensei em mil pedidos, pedi apenas um, não queria parecer mal agradecida. Pedi os olhos daquela menina que sonhava, e dormi.

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