Guardei palavras…

 

Acordei hoje meio angustiada, não sei se já tiveram isso, sensação de palavras não ditas. Gente isso dói.

Estava atrasada, entrei no carro pensando, cheguei a pegar o celular na mão, mas prometi a mim mesma que não vou usar nem em casos urgentes, coloquei de volta no meio do banco, segui pensando…

Andei meio fraca da vida, acho até injusto dizer isso, mas foi. Uma sensação de afogar constante e ia me segurando aqui, ali, entre uma palavra e outra.

Me fez lembrar os tempos de infância quando tentava nadar e ao chegar na beira meu primo pisava minha mão com força, sentia a borda e soltava, até que finalmente ele me puxava para fora. É isso, estava esperando alguém me puxar…e nada.

Nessas horas a gente tenta de tudo, tenta ver o lado bom, tenta ver o problema dos outros, tenta fugir, já cheguei a apertar os olhos com força mentalizando, dorme, dorme…vai passar.

Hoje foi diferente, acordei pensando naquela mão que me puxou e os nomes vinham na minha mente com uma força e tantos, que me meu sorriso saiu quase que nem querer, meio tímido e depois já livre, como quem assiste um filme.

Caramba, que sorte a minha.

Parei o carro e comecei a mandar obrigada, assim, seco, sem razão de ser.

Mania nossa de procurar quando o problema é eminente e esquecer de agradecer sorrisos.

Meu Deus, meus amigos, obrigada.

Sorte não poder me afogar de amor, sorte poder confiar que sua mão estará sempre ali.

Obrigada.

friends

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