Se eu falar de amor, confie.

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Andei pensando no amor, mas se quer saber mesmo amar: confie.

Não acredito em meias verdades, por isso se é amor: confio.

Construa pontes, não muros.

Crie laços, não nós.

Viva histórias, não fantasie.

E depois de tudo isso, apenas confie.

Se a gente não fecha negócio com quem não acredita, imagina uma vida.

Se eu falar de amor, é de olhos fechados e peito aberto.

Se eu falar de amor, acredite, eu confio.

E se for para falar de abraços e laços…

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Eu andava na rua enquanto ele me olhava diferente, fixei o olhar, virei rápido, devia ser bobeira minha.

Sentou mais ao canto, andei devagar, ele puxou uma ou duas palavras, eu ri.

Depois disso foi quase que como abrir a porta, a gente tem dessas, se derrete sorrindo.

Ele sabia como colocar as palavras, o abraço encaixava no meu, o beijo,  o beijo então nem se fala.

Me apresentou seu mundo… engraçado, era tão parecido com o meu e tão diferente.

As diferenças eram quase complementares, como quem escolhe o lado contrário da cama e ufa, encaixou.

Passaram dias e nem ouvi sua voz, quando ouvi, sorri, sorte a minha que a gente não é visto em ligação. Alias, que sorte a minha.

Me fiz de durona 5 minutos, mas ele já estava quase aqui, quem resiste? Abriu a porta do carro, olhou fundo nos olhos, escondeu as flores atrás dos braços.

Tinha algo de errado mesmo? Nem sei, nem lembrei.

Não sei guardar amor em mim, ainda mais guardar daquele abraço.

Aquele velho novo amor

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Descobri um amor novo, engraçado, ele sempre esteve tão perto, nunca reparei. Dia ou outro  a gente se encontrava de relance, alguns fixava os olhos nele como quem busca uma resposta, em outros, desviava, como que quem finge que não viu.

Hoje, me declarei.

Acordei cedo, preparei o café, tudo dentro dos conformes, no maior capricho do mundo, cuidei dos minimissimos detalhes.

Sai para o parque, andei, corri, abri um livro na sombra, coisa de filme.

Cheguei em casa, vi um filme que não via a anos, senti saudade de um tempo bom, lembrei de mim.

Curti a minha própria companhia.

Me dei amor pela primeira vez como quem entende, finalmente, que só se pode amar se primeiro, a gente se amar, me amei.

Foi tão lindo que sobrou amor, transbordei.